Taxa glicemica e pressão arterial.

  • Controle Glicêmico e valores de glicemia para o diagnóstico de diabétes, e relação com obesidade
  • A obesidade é um fator de risco independente para doença coronariana. A resistência à insulina associada à obesidade contribui para o desenvolvimento de dislipidemia, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

    A coexistência de hipertensão e diabetes aumenta o risco para complicações micro e macrovasculares, predispondo os indivíduos à insuficiência cardíaca congestiva, doença coronariana e cerebrovascular, insuficiência arterial periférica, nefropatia e retinopatia. Em pacientes diabéticos obesos a redução do peso, bem como o uso de metiformina, melhoram a sensibilidade à insulina, o controle da glicemia e da pressão arterial. O tratamento anti-hipertensivo em diabéticos reduz a mortalidade cardiovascular e retarda o declínio da função glomerular.

    Deve-se considerar os efeitos dos agentes anti-hipertensivos sobre a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico. Diuréticos e b-bloqueadores podem reduzir a sensibilidade à insulina, enquanto bloqueadores de canais de cálcio são metabolicamente neutros e os iECA aumentam a sensibilidade à insulina, além de conferir proteção adicional cardiovascular e renal para diabéticos.

  • Algumas perguntas/respostas comunmente questionadas com relação ao tema acima, e com relação a pressão arterial

  • 1 - Há um nível glicêmico médio abaixo do qual não seja preciso preocupar-se com as complicações diabéticas?

    Não. Não há limite seguro. O DCCT observou a relação entre os níveis glicêmicos médios (mensurados pela hemoglobina glicosilada) e o início das complicações. Não há nível abaixo do qual o risco desapareça. Entretanto, quanto mais baixa for sua hemoglobina glicosilada, mais baixo será também seu risco de doença ocular, renal e nervosa. Portanto, é aconselhável tentar a melhor média glicêmica que se pode conseguir (mas ainda assim evitar hipoglicemia grave) para reduzir o risco de ter complicações diabéticas.

    2 - De que modo o fato de eu estar acima do peso afeta minha capacidade de obter níveis glicêmicos normais?

    O excesso de peso provoca resistência à insulina. Isto significa que qualquer insulina que seu organismo possa produzir (ou que você injete) terá grande dificuldade para diminuir a glicemia, o que dificulta o controle. Além disso, o excesso pode elevar a pressão arterial, deixando-o propenso à doença renal e derrame. Esta situação pode também estar associada a altos níveis de gordura no sangue, o que o torna suscetível ao endurecimento das artérias. Com a redução do peso, haverá melhora dos níveis glicêmicos e da saúde.